Tempos tecnológicos trazem novas doenças
“Wiitis”, “síndrome do ecrã tela” e “cotovelo de telemóvel” são os nomes de novas doenças destes novos tempos tecnológicos
“Wiitis”, “síndrome do ecrã tela” e “cotovelo de telemóvel” são os nomes de novas doenças destes novos tempos tecnológicos, cuja origem do problema está no uso excessivo de um videogame, um celular, um tablet e gadgets do gênero. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) diz que Tendinite, síndrome do túnel carpo, epicondilite, obesidade, perda de audição e dores lombares são problemas cada vez mais diagnosticadas em jovens, fruto da vida que levam.
- São doenças antigas, que ganham novos nomes. Nosso desafio é estabelecer a origem das doenças diagnosticadas e obviamente que o estilo de vida desses jovens nos indicam caminhos. O uso de mochilas cada vez mais pesadas, a falta da prática de exercício físico regular e as horas seguidas diante de computadores, videogames e celulares trazem problemas imediatos. Novas doenças surgem com os novos tempos tecnológicos que vivemos – explica ele.
Segundo o médico do CREB, teclar no celular o dia inteiro, repetida e excessivamente, por exemplo, pode ocasionar inflamações nos tendões.
- Por causa das redes sociais, jovens passam o dia no celular. Isso tem conseqüência. Nosso papel é alertá-los que precisam readquirir hábitos saudáveis, como praticar exercícios regulares, caminhar e buscar outras fontes de lazer que não apenas os eletrônicos. E ao menor sinal de dor e desconforto, os pais devem levar seus filhos a um médico para evitar que o problema se agrave – diz o Dr. Haim Maleh.
Pés chatos devem ser observados até os 10 anos
Popularmente conhecido como pé chato, o pé plano flexível ocorre quando a sola e o arco do pé estão achatados anormalmente. Isso pode trazer dores, pois o pé chato altera o alinhamento das cadeias musculares do pé, do tornozelo, da perna, da pélvis e até da região lombar. “O pé chato pode causar fadiga e tensão, que chamados de pés cansados. Como conseqüência, o pé chato pode ocasionar artrite, joanete, joelho valgo, esporão de calcâneo e outras deformidades da coluna vertebral”, indica Antônio d’Almeida Neto, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o médico do CREB, o pé chato deve ser apontado logo cedo. “A causa deve ser indicada quando a criança começa a andar e os pais percebem que o pé dela não tem cava. A principal característica do pé chato é o desabamento do arco plantar, conhecido como a planta do pé. Ao pisar no chão, a criança deixa uma pegada de todo o seu pé, sem vestígios de cava. Durante a inspeção do pé observa-se que o arco longitudinal do pé (cava do pé) encontra-se excessivamente elevado”, explica ele, lembrando que o arca plantar só irá se constituir em torno dos dois ou três anos de idade. “Mas é prematuro falar em pé plano antes dos nove ou dez anos. As crianças devem ser observadas até essa idade”, completa ele.
O pé chato é uma deformidade complexa, que deve ser avaliada por um especialista. Muitos profissionais já não recomendam mais a tradicional (e em desuso) bota ortopédica. “A palmilha ortopédica alivia o estresse das articulações, ligamentos e músculos e diminui as ações das forças deformadores do pé. Mas também tempos exercícios terapêuticos na planta do pé. Uma dica muito comum, que ajuda no tratamento do pé chato, é levar a criança para caminhar em terrenos irregulares. A criança deve ser estimulada a caminhar com a borda lateral do pé, subir escadas com as pontas dos pés e pular com ambos os pés. O especialista saberá a melhor indicação para o tratamento mais eficaz”, afirma ele.
O médico do CREB pontua que um adulto não pode desenvolver pé chato, mas os sintomas podem aparecer em qualquer idade ou mesmo jamais gerar algum problema. Ele alerta, no entanto, que o uso constante do salto alto pode trazer malefícios para o pé. “Ao usar o salto alto, a pressão vai toda para o primeiro dedo do pé. Isso pode trazer cansaço nas pernas, dores nos membros inferiores (pernas e pés) e calosidades. Também podem ocorrer deformidades ósseas, como joanete ou problemas na musculatura da coxa e na curvatura lombar. E se não bastasse, é preciso falar nos riscos de queda devido à instabilidade do pé, com possíveis lesões dos ligamentos e luxações no tornozelo, provocados pelo desequilíbrio ao andar”, enumera ele.
Cervicalgia é mais comum entre as mulheres
Cervicalgia é mais comum entre as mulheres
Cervicalgia é a dor localizada nas vértebras da coluna cervical. Nossa coluna cervical conta com sete vértebras, que são ligadas por músculos e ligamentos, formando uma espécie de ponte óssea entre a cabeça e o nosso tronco. A coluna cervical faz o controle dos movimentos da cabeça em relação ao tronco, assegurando sua sustentação. A dor localizada nas vértebras da coluna cervical é a principal indicação de cervicalgia.
“A coluna cervical é a porção mais frágil da coluna vertebral. Em geral, aqueles que são acometidos pela cervicalgia podem sentir dor na nuca, que pode irradiar para os ombros e braços, rigidez na nuca, desconforto nos movimentos da cabeça, dor de cabeça, tonteira, dor e sensação de desconforto e queimação na região do pescoço e dos ombros, lacrimejamento, formigamento do pescoço formigamento e sensação de dormência ou queimação pelos braços ou mãos”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ele, ao menor sinal de um destes sintomas, um especialista deve ser procurado.
“A cervicalgia é mais comum entre as mulheres do que nos homens. As principais causas da doença, diz ele, são a má postura, movimentos bruscos, trauma cervical, doenças degenerativas ou mecânicas, infecção, causas inflamatórias reumáticas, Tumoral primária ou secundária por metástese e causa emocional. Há muitas causas para a cervicalgia. Ao menor sinal de algum sintoma, um especialista deve ser consultado para dar o diagnóstico e propor o tratamento adequado”, finaliza ele.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619